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Caso 1
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Número de sessões a ser informado.
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Estética
Entenda por que perder peso não significa necessariamente eliminar gordura localizada, flacidez ou celulite — e por que composição corporal, musculatura, pele e tecido adiposo também importam durante o emagrecimento.

Nos últimos anos, novas estratégias para o tratamento da obesidade e do excesso de peso ganharam espaço, incluindo os medicamentos relacionados ao GLP-1. Para muitas pessoas, isso tornou possível alcançar perdas de peso importantes.
Mas a balança conta apenas uma parte da história. Quando o corpo perde uma quantidade significativa de peso, especialmente em períodos relativamente curtos, outras mudanças podem acompanhar esse processo.
A pele precisa se adaptar a um volume corporal menor. A composição corporal pode mudar. Pode ocorrer redução de massa magra. E alterações no contorno corporal podem se tornar mais perceptíveis.
Por isso, perder peso e remodelar o corpo não são exatamente a mesma coisa.
O número na balança conta apenas uma parte da história.
Um processo de emagrecimento também pode ser observado pela composição corporal, preservação da massa muscular, alimentação, características da pele e mudanças no contorno corporal.
Durante uma perda importante de peso, a redução corporal não ocorre necessariamente apenas no tecido adiposo. Parte dela pode envolver massa magra. Uma revisão sistemática com metanálise em rede publicada na Metabolism (Karakasis e colaboradores, 2025), reunindo 22 ensaios clínicos randomizados, observou que, em tratamentos com medicamentos análogos do GLP-1, a redução de massa magra correspondeu, em média, a cerca de 25% da perda total de peso, enquanto a massa magra relativa (percentual em relação ao peso) não se alterou de forma significativa.
Outra revisão sistemática com metanálise, publicada na Obesity Reviews (Anyiam e colaboradores, 2025), avaliou especificamente medidas de massa muscular — e não de massa magra como um todo — em pessoas tratadas com esses medicamentos, com e sem diabetes tipo 2. Nas populações analisadas, a redução nas medidas de massa muscular correspondeu a menos de 20% da redução total de peso, com diferenças entre participantes com e sem diabetes. Nenhum desses estudos indica que o medicamento “destrói músculo”: o que se observa é que perdas expressivas de peso tendem a incluir também tecido que não é gordura.
Vale diferenciar: “massa magra” e “massa muscular” não são termos equivalentes. A massa magra é um conjunto mais amplo — inclui músculos, mas também água corporal, ossos e órgãos — enquanto a massa muscular é apenas uma parcela dela. Por isso, os percentuais encontrados pelos dois estudos não são diretamente comparáveis.
No contexto de medicamentos que reduzem significativamente o apetite, a alimentação merece atenção especial. Uma revisão narrativa publicada na Obesity Pillars (Christensen e colaboradores, 2024) reuniu estudos clínicos e observou redução da ingestão calórica total durante o uso desses medicamentos. Os autores destacaram que poucos trabalhos avaliaram detalhadamente a composição da alimentação e apontaram a necessidade de atenção à qualidade nutricional nesse período — sem que a revisão demonstre, por si só, deficiência de proteína ou de outros nutrientes. O quanto a alimentação muda varia de pessoa para pessoa e depende de como a alimentação e o acompanhamento estão organizados.
A preservação muscular durante o emagrecimento vem recebendo atenção crescente. Uma revisão sistemática com metanálise publicada na Clinical Nutrition ESPEN (Kokura e colaboradores, 2024) analisou ensaios clínicos em adultos com sobrepeso ou obesidade e observou que aumentar a oferta de proteína durante a perda de peso pode ajudar na manutenção de massa muscular, força e função física. Revisões sobre proteína e musculatura (Nunes e colaboradores, 2022) e sobre proteína associada ao treinamento de resistência em restrição calórica (Refalo, Trexler e Helms, 2025) apontam na mesma direção: alimentação adequada, ingestão individualizada de proteína e treinamento de resistência costumam ser estratégias importantes — sempre considerando que a necessidade de cada pessoa é individual, e não um número único que sirva para todos.
Falamos mais sobre proteína, suplementação e preservação da massa muscular em outro conteúdo da Biblioteca, assim como sobre tirzepatida e medicamentos relacionados ao GLP-1.
A pele é um tecido biologicamente complexo e precisa se adaptar às alterações do volume corporal. Perdas grandes ou rápidas de peso podem ser acompanhadas por alterações na firmeza da pele e no contorno corporal.
Estudos histológicos realizados em pessoas após grandes perdas de peso encontraram alterações na organização de fibras de colágeno e elastina. Um estudo morfométrico publicado na Obesity Surgery (Rocha e colaboradores, 2021), com amostras de pele de 40 pessoas, descreveu redução das fibras colágenas espessas e organizadas em favor de fibras finas e desalinhadas, além de alterações do sistema elástico após grande perda de peso. Outro estudo histológico (Sami e colaboradores, Eplasty, 2015), com 30 pacientes, observou colágeno mais fino e menos denso e danos à rede de fibras elásticas nesse grupo. Um trabalho mais recente na Obesity Surgery (Hany e colaboradores, 2024) comparou a pele de pessoas com grande perda de peso após cirurgia bariátrica e sem cirurgia, indicando que as alterações de colágeno e elastina acompanham a magnitude da perda de peso, e não apenas o método utilizado. São amostras pequenas e específicas de cirurgia de contorno corporal, então os achados não podem ser generalizados para todas as pessoas que emagrecem. Isso também não quer dizer que “emagrecer destrói colágeno”: trata-se de um processo de adaptação dos tecidos, que varia bastante entre as pessoas.
Idade, magnitude da perda de peso, velocidade dessa perda, características individuais da pele, histórico de obesidade, composição corporal, massa muscular, genética e hábitos de vida podem influenciar a aparência final.
A cirurgia bariátrica é um dos exemplos mais estudados de grande perda de peso. Pessoas submetidas a perdas expressivas após a cirurgia podem apresentar excesso de pele e alterações importantes do contorno corporal — um fenômeno amplamente descrito na literatura de cirurgia plástica e contorno corporal. É justamente nesse grupo que foram feitos os estudos histológicos citados acima (Rocha e colaboradores, 2021; Sami e colaboradores, 2015; Hany e colaboradores, 2024), que ajudaram a descrever como colágeno e fibras elásticas se reorganizam depois de grandes perdas de peso. Isso não significa que toda pessoa que emagrece, mesmo rapidamente, terá excesso de pele.
Atualmente, com outras estratégias capazes de produzir perdas expressivas de peso, inclusive tratamentos medicamentosos, o interesse científico pelas alterações de composição corporal e dos tecidos após o emagrecimento também aumentou.
Isso não significa dizer que tratamento medicamentoso e cirurgia bariátrica sejam equivalentes. A comparação aqui é apenas sobre o fenômeno de grande perda de peso e a adaptação dos tecidos.
Emagrecimento geral e distribuição regional de gordura não são exatamente a mesma coisa. A quantidade e a localização do tecido adiposo variam bastante entre as pessoas.
Genética, sexo, idade, hormônios, composição corporal e características individuais influenciam a forma como a gordura se distribui pelo corpo.
Por isso, uma pessoa pode reduzir significativamente seu peso e ainda se incomodar com determinadas regiões. Não é uma questão de “gordura impossível de perder”, e sim de diferenças individuais na composição e no contorno corporal.
Não necessariamente. A celulite é multifatorial: sua aparência envolve a interação entre tecido adiposo, septos fibrosos, arquitetura do tecido conjuntivo, características da pele, flacidez e fatores circulatórios e individuais.
Existe um estudo que avaliou especificamente o efeito da perda de peso sobre a celulite. Nele, a aparência melhorou em muitas participantes, mas não em todas — e em algumas mulheres houve piora.
Ou seja: emagrecer pode melhorar a aparência da celulite em algumas pessoas, mas perder peso não significa necessariamente eliminá-la.
Emagrecer e remodelar o corpo não são a mesma coisa.
Peso, gordura localizada, massa muscular, pele, flacidez e celulite representam aspectos diferentes da composição e do contorno corporal. É justamente por isso que uma avaliação individualizada é importante antes de definir qualquer abordagem estética.
Inovação em estética corporal
Em 2026, a esteticista Fabiana Galoni reuniu conhecimentos e técnicas adquiridos ao longo de sua formação profissional e de formações e pós-graduações realizadas no exterior para desenvolver o protocolo Triplo Impacto.
A proposta nasceu da experiência prática e do estudo de diferentes abordagens utilizadas na estética corporal.
Posteriormente, o protocolo foi transformado em um treinamento profissional direcionado às unidades da rede Emagrecentro. Segundo informações institucionais dos responsáveis pelo treinamento, mais de 100 unidades franqueadas adquiriram essa capacitação.
O Triplo Impacto é um protocolo de estética corporal desenvolvido para permitir uma abordagem direcionada a diferentes queixas corporais, especialmente gordura localizada, flacidez e celulite.
A definição da abordagem depende da avaliação e das características individuais de cada pessoa. Não se trata de um método de emagrecimento, e não é possível garantir resultados: a resposta varia de pessoa para pessoa.
Estudos experimentais investigaram a associação entre alterações osmóticas no tecido adiposo e a ação do ultrassom. Song et al. (2006) avaliaram diferentes concentrações de soluções e observaram que soluções hipotônicas produziram aumento do volume dos adipócitos.
O mecanismo descrito é o seguinte: a solução é infiltrada no espaço intersticial e a entrada de água no adipócito ocorre por osmose — o movimento da água em direção ao meio de maior concentração de solutos.
Godoy et al. (2011) avaliaram alterações estruturais do tecido adiposo após hidrolipoclasia ultrassônica não aspirativa. Esse estudo foi realizado em oito porcos e, portanto, representa evidência experimental do mecanismo, não comprovação definitiva de eficácia clínica em humanos.
Estudos experimentais e clínicos investigaram como o aquecimento controlado do tecido adiposo pode ativar mecanismos celulares relacionados à apoptose — a morte celular programada, um processo natural do organismo.
Os resultados encontrados dependem de temperatura, tempo de exposição, profundidade, tecnologia, parâmetros utilizados e características do tecido. Por isso, não podem ser generalizados para qualquer equipamento ou qualquer pessoa.
Franco et al. (2010) estudaram o aquecimento seletivo do tecido adiposo com radiofrequência e observaram resposta tardia de morte celular dos adipócitos sob condições específicas. McDaniel e Lozanova (2015) publicaram um estudo de caso com apenas duas participantes — uma amostra muito pequena, que serve como observação inicial. Goldberg (2024) conduziu um estudo clínico randomizado pequeno, com nove participantes, investigando a combinação de radiofrequência sincronizada e HIFEM.
A endermologia (ou vacuoterapia) é uma técnica que aplica estímulos mecânicos aos tecidos. O conceito associado a ela é o da mecanotransdução: o processo pelo qual estímulos mecânicos aplicados ao tecido desencadeiam respostas celulares e fisiológicas.
A literatura investiga efeitos relacionados à mobilização dos tecidos, microcirculação, fluxo linfático, atividade dos fibroblastos, organização do colágeno e propriedades mecânicas da pele. Revisões como as de Kołodziejczak, Adamiak e Rotsztejn (2025) e Moortgat et al. (2016) reúnem esses achados, e Gabriel et al. (2023) discutem a compreensão atual sobre celulite e suas abordagens.
As limitações também precisam ser ditas. No estudo de Güleç (2009), por exemplo, somente 5 das 33 participantes apresentaram melhora visual do grau da celulite. A endermologia não emagrece, não destrói definitivamente adipócitos e não elimina permanentemente a celulite.
A ciência ajuda a compreender os mecanismos biológicos envolvidos nas diferentes tecnologias utilizadas na estética corporal. Entretanto, resultados encontrados em estudos experimentais ou realizados com equipamentos e parâmetros específicos não podem ser automaticamente generalizados para qualquer protocolo ou pessoa.
O Triplo Impacto reúne conhecimentos e técnicas da estética corporal, mas os estudos citados neste artigo não foram realizados especificamente para testar o protocolo Triplo Impacto como conjunto.
Essa transparência é importante.
A resposta aos tratamentos estéticos varia de pessoa para pessoa. Abaixo, apresentamos alguns resultados reais obtidos com o protocolo Triplo Impacto.
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Resultados individuais podem variar. Imagens utilizadas mediante autorização.
Emagrecer pode representar uma transformação importante para a saúde e para a autoestima, mas o peso corporal não mostra sozinho tudo o que acontece com o corpo.
Gordura localizada, flacidez e celulite possuem características diferentes e podem permanecer ou se tornar mais perceptíveis mesmo após uma perda significativa de peso.
Por isso, antes de escolher qualquer tratamento estético, é importante entender qual é a principal queixa e quais características estão presentes naquele corpo.
Na Emagrecentro Rio Claro, a consulta permite conhecer os objetivos da pessoa e avaliar quais cuidados podem ser adequados para cada caso. Se o seu foco for o emagrecimento, vale também conhecer o Método 4 Fases.
Evidências científicas
Composição corporal, proteína e exercício
Pele após grandes perdas de peso
Informações institucionais
As informações referentes à criação do protocolo Triplo Impacto por Fabiana Galoni e à aquisição do treinamento por mais de 100 unidades franqueadas são informações institucionais fornecidas pelos responsáveis pelo desenvolvimento e pela comercialização do treinamento. Não se trata de resultado de pesquisa científica independente.
Conteúdo de caráter educativo e informativo. Não substitui avaliação, diagnóstico, prescrição ou acompanhamento por profissional de saúde habilitado. A indicação de procedimentos estéticos depende de avaliação individual.